O promotor de Justiça Eduardo Cajueiro, de Defesa do Patrimônio Público da Capital, instaurou hoje um inquérito civil para apurar as denúncias de fraudes e irregularidades no concurso da Polícia Militar que oferece 2.100 vagas para o cargo de soldado da Polícia Militar.
A decisão, tomada após a formalização de 59 representações de candidatos, será publicada através de portaria, no Diário Oficial de amanhã.
Os resultados do inquérito darão base ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para que sejam adotadas medidas administrativas e judiciais cabíveis, se for o caso, para garantir os princípios da igualdade, moralidade administrativa que devem reger todos os concursos públicos realizados no Brasil.
No documento apresentadi hoje, o promotor solicita uma série de documentos à Comissão de Concurso da Universidade de Pernambuco (Conupe) e à Secretaria de Defesa Social (SDS) para dar início à investigação num prazo de cinco dias úteis. Ao coordenador da Conupe, Gladstone Emerenciano Melo, o promotor está requerendo cópias das denúncias apresentadas à entidade narrando possibilidade de fraude e informações sobre as medidas adotadas a respeito, além dados detalhados sobre os candidatos eliminados no dia do concurso (nome, prédio e sala onde faria a prova e motivo da eliminação).
Já ao gerente geral de Articulação Integração Comunitária da SDS, Manoel Caetano Cysneiros, o Ministério Público está requerendo também as cópias das denúncias e informações sobre medidas adotadas, bem como cópias de todas as peças policiais relativas ao concurso.
O promotor, requer, ainda, que a SDS envie cópia do processo administrativo referente à contratação do Instituto de Apoio à Fundação Universidade de Pernambuco (Iaupe), responsável pela criação dos sistemas para inscrição, aplicação e correção de provas, elaboração e divulgação de resultados. A intenção do promotor é verificar se todas as cláusulas presentes no contrato foram cumpridas.
Fonte:
Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR